quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Amor de Deus...

Hoje decidi falar do amor de Deus, um sentimento que por mais que eu viva nunca conseguirei alcançar, mas mesmo assim é tão bom sentir que sou amada por Ele, que as tentativas para tentar compreender são sempre tão insignificantes perante as alegrias que Ele me traz.
Quando falo Dele fico emocionada, porque Ele é tão bom e sinto-me tão preciosa para Ele quando Ele fala comigo.
Sim, Deus fala connosco se nós Lhe pedirmos. Ele sabe quando precisamos de conforto. Deus é maior do que tudo o que possamos imaginar!
Quando escrevo isto as lágrimas são mesmo inevitáveis, porque é uma certeza que eu tenho.
Eu sou mesmo filha Dele e sinto isso dos pés à cabeça. : )
Mesmo quando não estamos à espera ou quando estamos tristes, Ele faz-nos surpresas, como um daqueles pais amorosos, que só querem ver o seu filho novamente a sorrir...
Ainda há dias, estava no aniversário da igreja, todos tinham almoçado e estavam em baixo, na sala de convívio. Eu subi até ao salão, sentei-me e senti vontade de ler a Bíblia.
O pastor estava sentado um pouco mais longe, tocava e cantava baixinho uma música.
Eu estava um pouco abatida e nesse dia tinha tentado com todas as minhas forças sorrir, porque ficaria mal começar a chorar, ainda por cima num dia que era suposto estarmos todos felizes e gratos a Deus...mas quando abri a Bíblia, as páginas abriram em Jeremias 17 e comecei a ler e mal comecei a ler sorri. Percebi logo o que se estava a passar. Deus estava a falar para mim...
Dizia isto:
"Bendito é o homem que confia no Senhor e cuja confiança é o Senhor."
"Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas as suas folhas permanecem verdes, e no ano da sequidão não se afadiga ou deixa de dar o seu fruto".
"Eu, o Senhor, esquadrinho o coração e provo os rins, isto para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas acções."
Como a perdiz, que choca os ovos que não pôs, assim é aquele que junta riquezas, mas não rectamente; no meio dos seus dias a deixará e no seu fim será um insensato". Jeremias 17: 7 a 11
E foi isto que Ele quis que eu soubesse...
Eu estava preocupada sobre o que poderia acontecer comigo aqui em Lisboa, com os meus pais, lá no Brasil e Ele deu a resposta a todas as minhas dúvidas e ainda me encheu de paz...
Ouvir da boca do meu pai o que eu ouvi deixou-me de rastos. Disse-me que eu ainda viria a passar fome em Portugal e que o meu marido podia até vir a perder o emprego, que ia ter de cultivar a minha própria horta porque daqui a uns anos nem haverá dinheiro para ir a um supermercado, que tenho de dar valor ao carro que tenho, que apesar de estar a cair aos bocados poderá ser o único que eu poderei vir a ter ou então terei de andar de bicicleta... e nem continuo mais, porque é vergonhoso para mim transmitir-vos este tipo de coisas.
Coisas que um pai nunca deveria dizer a um filho. O meu pai sempre viveu em prol do bem estar financeiro da família, nunca nos faltou nada, nem roupas nem comida, nem brinquedos...mas faltou o amor, respeito e palavras de incentivo.
Já sofri muito por causa da minha família, mas aprendi que a minha verdadeira família são aqueles que me amam e que estão comigo para o bem e para o mal.
Aprendi às minhas custas que o sangue não conta assim tanto.
O que conta são os laços de amor e amizade que se criam ao longo do tempo. Desde o princípio do mundo, com Caim e Abel ficou provado que na realidade não é o sangue que une as pessoas. Caim assassinou Abel e eram irmãos.
Detesto hipocrisia, falsidade, pessoas que não vêem a meios para atingir os fins, mesmo que isso signifique destruir a vida de alguém ou passar por cima da Lei, como se fossem invencíveis.
Pessoas assim causam-me arrepios, mas só porque vejo-os vendados e a caminhar para um precipício por vontade própria.
Quem está neste mundo para amealhar riquezas e fá-lo roubando, um dia a justiça irá bater-lhes à porta. Eles pensavam e ainda pensam que não se sentarão no banco dos réus.
Ainda acreditam que fizeram o mais acertado. Para eles eu estou errada e sou uma mal agradecida, mas preferia ter vivido num lar pobre e com amor, do que ter sido criada a pensar que o mais importante na vida é o que os outros pensam de nós.
Apesar de todas estas desilusões, é sempre bom sentir que Deus tem sido fiel e se preocupa comigo e mais...quis preparar o meu coração para o que acontecerá.
Ele quer que eu continue a confiar Nele e é o que farei, porque acredito nas consequências dessa fé, acredito que serei como essa árvore que mesmo nos dias de mau tempo terá as suas raízes bem firmes e não vai cair.
E todos aqueles que amaldiçoarem os outros, Deus os fará malditos.
Deus é Amor, Deus é Justiça...e em certas situações temos de pôr a justiça em primeiro lugar e logo depois o amor. O castigo e depois o limpar das feridas...
Infelizmente o ser humano não aprende sem bater com a cabeça algumas vezes nas mesmas coisas.
Neste mundo quem faz as coisas bem é mal interpretado e quem faz as coisas ilegalmente é aplaudido.
Eu prefiro ser mal interpretada, ser apelidada de ignorante por não me interessar tanto por este mundo como deveria, ser olhada como uma maluca, por acreditar que existe outro mundo, um mundo espiritual, além deste em que vivemos...
Sim, prefiro mil vezes ser mal vista por eles...do que ser mal vista pelo meu Deus.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Mais natureza mais se sonha...

Há dias fui a Monsanto, a um aniversário, e apesar de não me estar a sentir muito bem, foi uma lufada de ar fresco olhar para as árvores, ouvir aquele som que fazem quando uma brisa passa por entre os seus ramos...foi um sorriso interior com uma certa nostalgia.
Os trilhos que existem para as pessoas passearem a pé fizeram-me logo desejar que ganhasse o Euromilhões para poder ter dois puros sangue Lusitano, tê-los hospedados num centro hípico e poder levá-los comigo num daqueles atrelados de luxo, puxados por um jipe lindo de morrer. Podermos parar perto de um desses trilhos em Monsanto e irmos à procura daquela paz que só se sente quando se está mesmo em contacto com a natureza.
Ouvir a respiração dos cavalos, os cascos a bater no chão, sentir que estão felizes por estarem ao ar livre, a ver sítios diferentes...e depois voltarem para a sua casa, preparada para passarem uma boa noite e comidinha à disposição.
Já fiz isto antes, por isso sei que depois de umas horas de passeio, ao final do dia, já só pensamos todos é em comer e dormir! :))
A vida corre como tem de correr...e sonhos são sonhos, que aos poucos vão desvanecendo e nesse entanto criam-se outros sonhos e o ciclo recomeça.
E agora a viver numa cidade, o sonho dos cavalos só mesmo ganhando uma lotaria qualquer, mas Deus é que sabe o que tem preparado para mim e para a minha vida.
Há pessoas que vivem ansiosas, sempre com a cabeça cheia de coisas para fazer, nunca estão satisfeitas com nada...e até aposto que se tivessem tudo, ainda sentiriam que falta alguma coisa para se sentirem satisfeitos.
O segredo é aceitarmos as coisas más não como castigos, mas como uma luz que irá brilhar mais tarde e que nos fará mais fortes.
Deus diz para sermos gratos por tudo e Ele sabe que quem não consegue aceitar aquilo que nos é dado, principalmente o mal, então será uma pessoa infeliz. Mas quem consegue ter fé de que tudo acontece por um motivo e que é sempre para o nosso bem futuro, quem depende de Deus e acredita nisto é uma pessoa mais leve, porque não carrega fardos que não precisa de carregar, pois Jesus ofereceu-se para carregá-los por nós e dar-nos o Seu, que é leve e suave.
Quem aceita esta verdade, começa a ver que há coisas pelas quais nos chateamos e irritamos que no fundo são insignificantes comparados com a vida em si, com o tempo que perdemos a pensar em coisas que não nos levam a lado nenhum...e o pior é a saúde que é posta em risco quando andamos nesse estado de ansiedade todos os dias!
Quem se recusa a pousar o seu fardo e se recusa e entregá-lo, é porque tem medo e está demasiado agarrado ao seu passado, aos seus problemas e tem de viver continuamente com um fardo que já não lhe pertence, mas que teima em mantê-lo sobre os ombros.
A grande injustiça é que essa pessoa depois descarrega a sua dor e frustração (porque sente que carrega esse fardo sozinho, sente que ninguém o compreende, sente-se sozinho), quer partilhá-lo com quem está à sua volta, mas só que é um fardo demasiado pesado e não deve provocar sofrimento nos outros só porque se sente demasiado cansado desse fardo, especialmente quando a "fonte" desses problemas é culpa dele próprio, da sua incredulidade, da sua falta de fé.
Estou a falar disto agora porque apesar de no mundo sempre ter existido pessoas sem fé, nos tempos que correm esse número aumenta de dia para dia e o resultado está à vista, como todos podem ver. As pessoas não conseguem viver sem pensar que o dia de amanhã será pior do que este e que a culpa disso é sempre de alguém, menos delas próprias.
Quem não consegue ter fé, não consegue ter esperança...e quem não consegue ter esperança, não pode ser feliz, não pode por mãos à obra e ver um resultado que o agrade, porque será sempre uma pessoa insatisfeita com a vida.
Pensem nisto : quando acreditamos em coisas que ainda não vimos, isso não nos faz de nós tolos, mas faz-nos uns felizardos.
É uma citação minha...inventada na hora, mas que faz todo o sentido, não acham?

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Paisagem de recordações...

Esta foto foi tirada há dias, num dos muitos piqueniques que a minha família (na ilha do Faial), junto a uma casinha que era do meu avô. Era guarda florestal e por vezes, em dias de muito mau tempo, em vez de ir a pé até casa, passava a noite nessa casinha, para se proteger das tempestades e da chuva. Quem olha para ela, não vê nada que faça sentir curiosidade em ir espreitar. É apenas uma casinha em miniatura, sem janelas, sem nada lá dentro, a não ser lama no chão e os suportes em ferro (enferrujados) para dois beliches.
Mas para mim é especial. Era o cantinho do meu avô. Era onde ele trabalhava. Era onde passava a maior parte do seu dia. Eu gostava muito do meu avô. Lembro-me de um homem calmo, cujo sorriso eu adorava, pois transmitia-me uma serenidade imensa! Tinha uma paciencia muito grande para a família, para todos.
Ao olhar esta foto senti saudades, não da ilha em si, mas dos meus tempos da antiguidade, quando era criança, uns 6, 7 anos anos, em que passava alguns fins de semana com os meus avós, das minhas aventuras na ribeira que fica lá perto, dos piqueniques, de olharmos lá de cima e vermos a nossa casa tão longe, as paisagens de tirar a respiração, o silêncio que se sente quando fechamos os olhos, que repentinamente é interrompido pelo som de um milhafre ou de uma vaca.
É como encontrarmos aquele sítio místico que tem capacidade de nos esvaziar a alma das coisas más. Sentimo-nos mais perto da pureza...
Vivi a minha vida toda nesse lugar e não o conheci bem, mas não é preciso conhecer tudo para saber que sempre será relembrado por mim com muito carinho...
Nasci, cresci, aprendi, caí muitas vezes, levantei-me e fui levantada...e também fui uma nova mulher, tudo nessa ilha. Como o tempo passa, é verdade. E a nostalgia de relembrar as minhas experiências faz-me ficar um pouco mais frágil, de lágrima no canto do olho, com a tentação de perguntar porque tive de passar por tudo isto para aprender finalmente o que é o amor, porque temos de sofrer tanto para chegar à perfeição...
A resposta nem é assim tão difícil. A primeira coisa que me veio à mente foi : Porque todos somos uns "tortos" neste mundo.
Quando tentamos andar num caminho que é direito, perfeito (o do amor), nem sempre conseguimos ir sempre de cabeça erguida, de ombros levantados, a olhar em frente.
Por vezes cambaleamos para a direita ou para a esquerda e esbarramos em obstáculos que provavelmente não esbarraríamos se fossemos um bocadinho mais perfeitos...
A culpa não totalmente nossa, mas é o que acontece.
Fomos feitos para nos aperfeiçoarmos, mas vendo bem as coisas, o ser humano está a perder a sua dignidade e são considerados os verdadeiros monstros e os animais estão a ser dignificados e protegidos da extinção.
Se compararmos um chimpanzé, que tem 99,7% de semelhanças com o ADN humano, qual consegue no entanto mostrar mais amor e reconhecimento pela vida?
Quem é o animal e quem é verdadeiramente o humano?
Para amar, é preciso estarmos em sintonia com nós próprios...e depois...aí sim, podemos dizer que sabemos amar.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Fui mas volto...


Vou estar uns tempos sem aparecer por aqui e este blog irá tirar umas férias...mas voltaremos em força!
Vida nova, mudanças, muito trabalhinho, mas quando tiver oportunidade, volto para escrever sobre tudo isso! Mesmo que vocês não leiam, servirá para eu própria recordar...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Um bico de obra...

Depois de não perder um episódio de "Say Yes to the dress" no canal Discovery Travel & Living, cheguei à conclusão de que escolher o vestido perfeito vai ser um bico de obra!
A tradição diz que devemos levar a nossa mãe connosco, mas em princípio vou sozinha...ou então com a minha filhota, que também terá de experimentar uns quantos vestidos e assim junta-se o útil ao agradável...
Quem é que eu conheço que provavelmente se emocionaria ao ver-me vestida de noiva?
O meu noivo, pois é...mas ele não pode ver o vestido antes do casamento, porque quero que seja surpresa. Serão dias felizes para mim, sem dúvida...e vai ser engraçado ver a carinha dele de curiosidade e a perguntar-me como é o vestido, se é assim, se é assado e eu não dizer nadinha!
Depois de ver este programa, deu para ver que quanto mais gente vai com a noiva, mais confusa a deixam...
Mesmo sem querer acontece, mesmo sendo família, mesmo sendo a melhor amiga, tiram-lhe esse momento especial, chegando mesmo ao ponto de a fazerem sentir-se apenas uma modelo que está ali a experimentar vestidos para elas escolherem...e não quero que isso aconteça comigo.
É um pouco triste e frustrante, por isso, quando eu for escolher o meu vestido, prefiro não ter de ouvir as chamadas "críticas construtivas" de pessoas que me são próximas e concentrar-me em apenas escolher aquele vestido que eu adoro e que tenho a certeza que vai fazer o meu noivo chorar de felicidade! : )
E vendo bem as coisas, assim será uma surpresa para todos!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O calor chegou...


Depois de tantas queixas da chuva e do frio, finalmente chegou o calor...
Esta foto fez-me sorrir, pela ternura e pela posição do cachorrinho.
Lembro-me de quando era adolescente e apanhava um escaldão, à noite apanhava um lençol e estendia-o no chão da cozinha! Quem já apanhou escaldões sabe como dormir numa cama pode ser agonizante! Mas no chão de uma cozinha, com azulejos...que coisa boa...não fazem ideia!
Sentirmo-nos fresquinhos depois de sentirmos o corpo a arder, é uma daquelas coisas boas que praticamente todo o ser humano já sentiu, por isso sabem do que estou a falar...
Este Verão vai ser muito quente, por isso aproveitem, mas com todos os cuidados, óbviamente! Cremes e mais cremes protectores são a invenção necessária do século. Confesso que o calor sufoca-me um pouco, mas é tudo uma questão de hábito...
Há pessoas que vivem em desertos, com temperaturas a chegar aos 50ºC e jogam futebol, completamente tapados, até à cabeça!
Quem vê, até fica de olhos esbugalhados...porque mesmo com essas roupas todas, nem transpiram! Nem uma gotinha de suor...espantoso!
E isso leva-me a crer que o ser humano habitua-se, que o próprio corpo adquire por si forma de se proteger dessas temperaturas, mas a essa evolução, com os cientistas lhes chamam, eu chamo de vontade de Deus.
Que todos tenham um Verão muito abençoado, com muitas colheitas (espirituais e não só) e tenham sempre em mente isto, que tudo o que semeamos, iremos colher...
Espero que sejam só coisas boas!

A fé...

Geralmente, consideramos a fé como algo positivo e importante.

Somos estimulados a crer, sabendo que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Heb.11.6).

Jesus disse que “quem não crer já está condenado” (Mc.16.16). Várias passagens bíblicas nos permitem concluir que a incredulidade é um pecado (João 16.8-9), uma ofensa diante de Deus (Sal.78.19-20).
Contudo, há grande risco no exercício de uma fé sem limites e sem parâmetros. É o outro extremo da questão. Não podemos crer em tudo, em todos e em qualquer coisa. Não adianta deixar de ser ateu para se tornar politeísta ou panteísta. Nossa fé precisa ser orientada corretamente. João Batista proclamou: “Crede no evangelho” (Mc.1.15). Jesus disse “Tende fé em Deus” (Mc.11.22). “Credes em Deus. Crede também em mim” (João 14.1). A fé cristã possui alvo certo.
“Porque eu sei em quem tenho crido, e estou bem certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia” (IITm.1.12).
Algumas pessoas têm tanta fé que vão à igreja e ao centro espírita, consultam o horóscopo e fazem simpatias, crêem em Deus, nos santos, nos guias e nos duendes. Tentam servir a dois senhores (ou mais), como se isso fosse possível (Mt.6.24). Acreditam em tudo (ou não crêem o suficiente em coisa alguma). São holísticos e ecumênicos. Consideram boas todas as religiões e querem aproveitar o melhor de cada uma delas. Esse tipo de fé pulverizada não agrada a Deus. Ele quer exclusividade no que diz respeito à fé que se traduz em adoração. A Palavra de Deus exige posicionamento, definição:
“Escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js.24.15).
“Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; mas se Baal é Deus, segui-o” (IRs.18.21).
Alguns não crêem na existência dos anjos (At.23.8). Outros crêem tanto que chegam a fazer orações e culto a eles (Col.2.18). É importante crer que eles existem, mas são apenas servos de Deus a favor dos homens (Heb.1.14).
Alguns não acreditam em líderes eclesiásticos e esta atitude os mantém distantes da igreja e perto de influências negativas diversas. Outros crêem tanto que são enganados por qualquer um.
Está escrito: “Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e sereis bem sucedidos” (IICr.20.20). Entretanto, a bíblia não manda acreditar cegamente em qualquer líder religioso, pois muitos falsos pastores (João 10.12-13), falsos mestres (IIPd.2.1), falsos profetas (IJo.4.1) e falsos apóstolos (IICo.11.13) estão espalhados por aí. O líder verdadeiro também pode incorrer em erro, causando destruição (Jr.23.1-2). A liderança é necessária, mas não podemos ser seguidores ignorantes, que não compreendem o que fazem nem sabem para onde estão sendo guiados. Muitos liderados incautos perdem sua individualidade, sua liberdade, seus bens e suas vidas, levados por condutores cegos e mal intencionados (Mt.23.16). Esse tipo de crença ingênua possibilita e fomenta o surgimento ilimitado de religiões e seitas.
No âmbito do cristianismo, uma série de suposições, hipóteses, invenções e mentiras têm sido adotadas por muitos como dignas de fé e prática. São verdadeiras superstições disfarçadas de doutrinas e dogmas. Nesse rol estão alguns conceitos errôneos sobre prosperidade material, batalha espiritual e maldições hereditárias.
Além de estimular a fé, a bíblia contém advertências a esse respeito. Em alguns casos, é proibido crer: “Não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus” (IJo.4.1). Maldito o homem que deixa de crer em Deus para crer no seu semelhante (Jr.17.10). Jesus alertou seus discípulos: “Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo aí! não acrediteis; Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis” (Mt.24.23,26). A crença nem sempre é virtuosa. Nesse caso, é melhor uma dúvida certa do que uma certeza errada.
Nos primeiros anos da igreja cristã, muitas heresias surgiram e foram aceitas de boa fé por diversas comunidades. Os gálatas acreditaram naqueles que queriam impor costumes judaicos no ambiente cristão (Gál.5). O mesmo tem acontecido hoje. Os colossenses receberam com fé influências gnósticas, filosóficas e judaizantes (Col.2). Crer nem sempre é certo. Não podemos ser ingênuos, aceitando todo ensinamento.
Satanás se aproveita da incredulidade, e também da fé mal direcionada. Na tentação de Cristo, o inimigo procurou se aproveitar da fé em todos os momentos (Mt.4). A fé legítima traz coragem e libertação. A fé errada cria medo, através de ameaças infundadas. Daí surgem o fanatismo, a loucura e a apostasia. Não acreditar na existência do Diabo é algo perigoso. Por outro lado, crer que ele esteja agindo em tudo e em todos e em todo lugar, conduz a um tipo de insanidade religiosa. É necessário discernimento sem neurose.
Alguns cristãos têm tanta fé que chegam a criar doutrinas baseadas em afirmações de demônios, como se fossem bíblicos os nomes que declaram ou os feitos que proclamam através de seus médiuns. Cuidado com os dogmas sem fundamento bíblico (IITm.4.1) ou criados a partir da distorção daquilo que Deus falou (Mt.4.6).
O prejuízo que tais crenças pode trazer é muito grande, começando por escravizar o crente em práticas desnecessárias e temores infundados. Além disso, ocorrem decepções por não se produzirem os resultados esperados por aquele que crê indevidamente. Quantos estão esperando riqueza material como conseqüência da conversão porque colocaram sua fé em interpretações bíblicas erradas! O pior efeito de tudo isso pode ser a perdição eterna, no caso da fé desviar-se da verdadeira confiança em Cristo como Salvador. Aquele que crê na necessidade de complementos para a salvação, através de obras, da guarda do sábado, etc, corre o risco de não ser salvo, pelo fato de ter duvidado da eficácia e plena suficiência do sacrifício de Cristo no Calvário (Gál.5.2-4).
Não podemos acreditar em tudo o que ouvimos (Ec.7.21). É do ensinamento que vem a fé, boa (Rm.10.17) ou má (Gál.5.8). Sendo assim, como escaparemos do erro que tenazmente nos assedia? Paulo deixou claro que as igrejas não deviam ser guiadas apenas por pregações, mas que tudo devia ser conferido com as Escrituras. Todas as profecias e ensinamentos, mesmo os de Paulo, ou até mensagens de anjos, deviam ser julgados mediante o exame da Palavra de Deus (ICo.14.29; ITss.5.20-21; At.17.11; Gal.1.6-9).
A bíblia é a bússola da nossa fé. Fundamentados nela, evitaremos os extremos da incredulidade e das crendices inócuas que vão além ou ficam aquém do que está escrito (ICo.4.6).
Sabendo, porém, que muitas heresias são acompanhadas por citações bíblicas, é imprescindível que cada cristão conheça bem as Sagradas Escrituras para conferir os ensinamentos recebidos. O conhecimento do contexto geral da bíblia será útil no combate às falsas doutrinas construídas sobre textos isolados (Mt.4.7). Visto que tal propósito demanda muito tempo, tornam-se úteis as opiniões de autoridades sobre os assuntos doutrinários que estejam sob análise, da mesma forma que se deseja confirmação de um diagnóstico médico importante. Tal conferência é essencial quando se tratar de “doutrinas novas”, “revelações inéditas”, e qualquer prática litúrgica ou cotidiana que cause surpresa ou estranheza ao servo de Deus. A consciência e o discernimento espiritual ajudam a avaliar aquilo que nos é oferecido como objeto de fé. Ainda que não sejamos doutores em nutrição, desconfiamos de um alimento que tem cheiro desagradável ou sabor alterado. Aquele que é sincero diante de Deus desconfia do ensinamento falso (João 7.17).
Em todas as questões supra mencionadas, a Palavra de Deus contém a orientação segura.

Não vamos crer de modo irresponsável ou infantil, sendo levados por qualquer vento de doutrina (Ef.4.14). A fé, a esperança e o amor são virtudes e valores espirituais inefáveis, e não podem ser usados levianamente, mas de acordo com a orientação de Deus e para a sua glória.

Texto de Anísio Renato de Andrade
Bacharel em Teologia
Achei este texto tão interessante, que quis guardá-lo aqui, no meu cantinho, para meu fortalecimento...

domingo, 4 de julho de 2010

Gotas de amor...

Estou tão feliz hoje!
E foi impossível conter as lágrimas de gratidão a Deus e felicidade quando ouvi a confirmação de um milagre...
A sogra do nosso pastor tinha um cancro no útero, já a espalhar-se, tendo os médicos dito que já era impossível recorrer à cirurgia, essa pessoa está agora livre desse cancro, depois de um tratamento de quimioterapia e milhares de orações!
Ela terá de voltar a ser vista daqui a um par de meses, mas eu creio de será apenas a confirmação desse milagre!
Há sempre um motivo por detrás de coisas que à primeira vista nos parecem cruéis e desastrosas...
Hoje senti-me tremendamente emocionada e feliz por ter um Pai tão bom e tão Poderoso!
Mais uma vez digo-vos que sinto muito orgulho em ser filha desse Deus que é tão bom e não existem palavras suficientes para agradecer tudo o que tem Ele feito!

sábado, 3 de julho de 2010

A vulnerabilidade de se amar alguém...

Um amor não sobrevive só dos seus sonhos...
O que o alimenta é muito mais do que as palavras que nos são ditas e que nos aquecem a alma...
São também os actos, as provas de amor...
A separação por este mar imenso está a ser tortuosa demais e as coisas parecem mais difíceis de suportar quando não te tenho por perto...
Não ter-te, tu, a minha alma gémea ao meu lado é como estar dentro de um barco sem remos...
Sim, sinto-me à deriva...
Com esperança que o vento e as correntes me levem para perto de ti e não no sentido contrário...
É doloroso pensar nessa possibilidade...
Eu sempre consegui acreditar que tudo o que nos acontece, por mais doloroso que possa ser, serve para crescermos e que essas lições fazem de nós pessoas mais sensíveis no que respeita às partidas que a vida nos prega...
Deixa-nos com experiência de vida...
A minha experiência diz-me que eu sobreviveria sem ti...mas a minha alma diz-me que uma parte de mim morreria por dentro...
Vou tentar adormecer a pensar que tudo vai correr bem...
É o que eu quero...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Espera-se bonança...


Ela está assim...à beira de um ataque de nervos e diz-me que já mordeu o dedo tantas vezes nestes últimos dias, que nem sabe como ainda o tem!
Esta minha amiga tem o hábito que poderá ser considerado saudável (a longo prazo), de morder o dedo, quando sente que poderá dizer algo que mais tarde se podia arrepender...e faz ela muito bem, concordo que devamos conter a nossa língua, mas a paciência costuma ter um limite e a dela está a esgotar-se...e só quem é cego é que não vê!
Alguém da família (que estava longe) fez-se convidado e não é uma pessoa fácil de agradar e exige muito de quem está à sua volta para que o seu dia seja no mínimo agradável aos próprios olhos, sem pensar na pessoa que lhe está a providenciar tudo isso...
Não ajuda em nada, não pergunta se precisam de ajuda, queixa-se de já ter comido o mesmo prato ao almoço e por isso na sua cabeça não faz qualquer sentido repetir ao jantar (mesmo que o acompanhamento fosse outro) e até chega ao ponto de sentir desejos de comer certas coisas que já não come há algum tempo e...pronto!
Ela faz-lhe a vontade, faz-lhe a papinha saborosa, ainda ouve os seus problemas e dá conselhos...ao mesmo tempo que no seu íntimo está a contar os minutos para seu o habitual passeio a pé pela freguesia (para perder peso), porque lhe dizem que há gordura a mais no seu corpinho.
Eu e a minha amiga, que não somos propriamente esqueletos a implorar por mais carne, olhar para essa pessoa que mais parece um espeto em pé, ouvir uma barbaridade dessas até nos arrepia!
Bem, tendo em conta que esta minha amiga pode ser comparada ao vulcão no Monte Stª Helena, não a obriguem a conter as palavras, não a façam esconder aquilo que sente por demasiado tempo, porque quando explodir, não vão haver dedos que lhe valham...
Ela é muito boa pessoa, tem um coração enorme, muito generosa, faz de tudo para que estejam bem, mas quando começam a agir como se ela fosse uma "empregada" na sua própria casa, no seu próprio carro ter de andar no banco de trás, quando o seu lugar é à frente, com o seu marido...bem...pouco mais e terão o caldo entornado!
O que vale é que faltam poucos dias para ela poder ter o seu merecido descanso!
Espero que ela consiga aproveitá-lo e como ela própria me disse : "Se Deus me deu esta prova, tenho que engolir os sapos mais um pouco e passar neste teste com distinção!"
Pois é amiguinha...já falta pouco! Hang in there...